sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Cristovam Buarque na Rolling Stone


A atual situação da política brasileira causa não apenas um estado de constrangimento em toda a população como também leva muitos a desconfiar totalmente de todos os efêmeros (ou nem tanto...) habitantes de Brasília. No entanto, os recentes escândalos do Senado Federal revelaram que, embora sejam poucos, existem sim políticos interessados em manter a ética e a moral no Congresso Federal.
Na edição número 35 da revista Rolling Stone Brasil, revista dedicada à música e conceituada há décadas mundialmente, uma entrevista com o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) nos faz perceber que, diferente de Saci Pererê, Mula sem cabeça e Negrinho do Pastoreio, político comprometido existe, sim!
Nesta entrevista, Cristovam Buarque rejeita a alcunha que lhe foi dada pela mídia durante os escândalos envolvendo o presidente da casa, o senador José Sarney (PMDB-AP), de “líder do Bloco dos éticos”. Cristovam prefere ser reconhecido, junto com os demais senadores que apóiam o afastamento do presidente do Senado, como “grupo dos preocupados”, “dos indignados”, “dos raivosos”. Buarque foi o primeiro senador a pedir o afastamento de Sarney, seguido de Pedro Simon (PMDB-RS), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Eduardo Suplicy (PT-SP), que conseguiram o apoio de outros senadores, mas não conseguiram evitar a absolvição de Sarney e o arquivamento das denúncias contra ele.
Mais adiante, Buarque expõe em detalhes o projeto que apresentou para uma ampla reforma política. Os principais tópicos deste projeto são a redução do mandato de senador de oito para quatro anos; redução do número de senadores por estado, de três para dois; redução do número de deputados estaduais, de 513 para 370; renúncia do mandato de senador para assumir funções no executivo; extinção dos suplentes: em caso de morte, cassação ou renúncia, o substituto seria eleito pela Assembleia Legislativa do estado de origem do parlamentar; Separação das eleições estaduais das federais: Deputados estaduais seriam eleitos junto com vereadores e prefeitos; fim das reeleições para cargos executivos e apenas uma reeleição para deputados e senadores, entre outras propostas.
Ao fim da entrevista, Buarque é questionado sobre se antevê o debate sobre a educação na eleição de 2010. Em resposta, afirma:
Não vejo diferença entre Dilma e Serra. Vão dizer as mesmas coisas, a única diferença será a taxa de aceleração do crescimento de cada um. Mas o Brasil não precisa acelerar, precisa mudar de rumo. Há um novo Brasil que quer nascer e eles não estão deixando. É o Brasil da indústria do conhecimento, do chip, da distribuição de renda por meio de uma educação igual para todos. Se o Brasil não mudar de rumo, seremos sempre um país que vive de exportar ferro e soja e importar chips, um país sem futuro.” Ainda afirma, em seguida que “o vetor da transformação é a educação!”.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

pequenas histórias...


Vamos viajar um pouco...

O ano é 1926. Estamos em uma pequena província de uma ilha caribenha quando o choro de um recém-nascido é ouvido por todo o casarão colonial daquele imigrante espanhol. O pai não sabe, mas o bebê que acaba de nascer será advogado. Mas além disso, será um grande líder para aquele povo que sofreu durante tantos anos com os dominadores, primeiro espanhóis, depois estadunidenses.
O garotinho cresce, estudando nas melhores escolas do país. Na universidade seu ímpeto para a liderança começa a se desenvolver, enquanto participa do movimento estudantil, em suas diversas instâncias.
Com uma oratória impecável e um carisma fora do comum, o jovem advogado começa a atuar como defensor dos opositores do ditador subjuga seu povo, elevando os índices de desemprego e pobreza em todo o país. Agora que ele já é conhecido por suas palavras, conduz um grupo de pouco mais de cem homens à uma das maiores cidades do país, onde tentam libertar alguns presos políticos de um quartel. A tentativa fracassa, e o advogado é preso junto com seu irmão mais jovem.
Condenado a vários anos de prisão, faz um brilhante discurso de auto-defesa. Após ser anistiado e mandado para um país vizinho, reune-se com o que sobrou da sua antiga "tropa", e conhece um médico que lhe incentiva a voltar a seu país e derrubar o tirano. E é exatamente o que o nosso amigo faz.
Depois de passar por todas as provas possíveis em meio à mata fechada por mais de dois anos, finalmente nosso herói chega a seu destino: a capital da pequena ilha no mar caribenho. Assim, começa uma nova vida para seu povo... mas isso foi há 50 anos atrás...
Embora tenha passado por tudo o que foi possível passar, desde a prisão em sua ilha, o exílio, os meses na selva, tudo para livrar o povo de um ditador, este nosso amigo não é bem visto por muita gente, principalmente por aqueles que, com o triunfo do advogado e seus companheiros, perderam terras, dinheiro e poder, principalmente poder...


Odiado por muitos, amado por outros tantos, incompreendido pela maioria dos que o observam à distância, o certo é que ele continua lá, firme e forte (embora as más línguas neguem...), sempre amparado e auxiliado por seu irmão mais novo. Assim, o protagonista da pequena histórinha contada acima segue... doente nos últimos anos, mas compreende-se, afinal o jovem advogado envelheceu, e deu lugar a um dos mais importantes nomes da política no século XX, e na própria História: Fidel Alejandro Castro Ruz, o líder da Revolução Cubana, 1º presidente do Conselho de Estado da República de Cuba, aquele mesmo que ja foi chamado de assassino, ditador, tirano, saguinário, etc, etc, etc... mas que é considerado um símbolo de persistência na luta contra toda a tirania existente no mundo.


¡Felicitaciones, Fidel!

domingo, 26 de julho de 2009

Oficialização da Comissão Provisória em Xanxerê


Neste dia 25 de julho, estiveram em Xanxerê os representantes da Direção Estadual da Juventude Socialista do PDT de Santa Catarina, Luiz Marcelo Camargo, presidente, e John Sievers, vice-presidente, além de representantes da Direção de Concórdia, para a oficialização da Comissão Provisória da JS/PDT em Xanxerê.
Na ocasião estiveram presentes vários membros da JS/PDT de Xanxerê, além de representantes do partido. Após uma breve exposição da história e dos objetivos da JS/PDT, a Comissão Provisória foi instalada oficialmente no município de Xanxerê, pelo prazo de 6 meses, assumindo o compromisso de convocar assembléia e eleição para a nova Direção Municipal após este período.
A oficialização desta Comissão junto à Direção Estadual é de suma importância para nossa atuação no município, principalmente por contarmos com o apoio e a colaboração de toda a JS/PDT de Santa Catarina, em particular as direções mais próximas, como Concórdia e Chapecó. Além disso, a oficialização, bem como a instalação da Comissão Provisória nos dá direito a voto no próximo Congresso Estadual, a realizar-se ainda neste semestre, na cidade de Imbituba, norte do Estado.

domingo, 28 de junho de 2009

A Reforma Agrária de Brizola (por Flávio Nogueira*)

Não há com se falar em reforma agrária sem destacar a importância de Leonel de Moura Brizola, nascido em 1922 no povoado de Cruzinha/RS, hoje denominado Carazinho. Filho de camponeses pobres que praticavam agricultura de subsistência.

Brizola iniciou os estudos na escola primária em 1931; cinco anos depois, matriculou-se no Instituto Agrícola de Viamão, próximo a capital Porto Alegre, formando-se em técnico rural em 1939; posteriormente graduou-se em engenharia civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, época em que já tinha iniciado a sua carreira política. Foi eleito deputado estadual daquele estado por duas vezes seguidas, participando da elaboração da Constituição gaúcha. Em 1950, casou-se com Neuza Goulart, irmã de João Goulart que viria a ser presidente anos depois (1961/64).

Quando governador do Estado do Rio Grande do Sul, aos 36 anos, deu início ao projeto de construção de escolas; criou uma rede de ensino primário e médio atingindo os municípios mais distantes; estatizou empresas multinacionais e iniciou o processo de reforma agrária com a deflagração em 1961 do MASTER – Movimento dos Agricultores Sem Terra, dando com isto o primeiro passo efetivo para a reforma agrária no Brasil.

O termo Reforma Agrária designa os esforços de reorganização do espaço rural através de intervenção governamental e foi exatamente isto que fez o então governador do estado do Rio Grande do Sul quando preocupou-se com a situação de milhões de trabalhadores rurais que viviam no mais completo abandono. Brizola era conhecedor das necessidades daquela gente que precisava de terra para morar, plantar, colher, sobreviver. No entanto, sabia que seria um custo político altíssimo, uma vez que atrairia as atenções das oligarquias rurais e urbanas. Todavia, com a revolta dos sem terra e diante dos protestos daquela gente, iniciou-se a reforma agrária; e como um gesto de contribuição pessoal Brizola chegou a doar 45% das propriedades herdadas por Neuza Brizola, sua esposa, a fim de desencadear o primeiro projeto de reforma agrária em seu governo.

Observa-se que um dos princípios do MASTER era a não-invasão de terras e este foi um compromisso assumido entre seus líderes e o governador. Diante das inúmeras reivindicações dos trabalhadores sem-terra Brizola sugeriu que fosse feito, juntamente com órgãos do governo, a localização das áreas devolutas do Estado, a fim de que se pudesse integrar um programa de distribuição de terras aos agricultores. Tal sugestão se deu porque a Constituição Gaúcha permitia a expropriação de propriedades não devidamente exploradas e sua posterior distribuição a agricultores sem-terra, ou seja, garantia a entrega de terras aos agricultores sempre que surgissem abaixo-assinados, com o mínimo de cem assinaturas de residentes no local, solicitando as terras.

Brizola estimulou os abaixo-assinados em acampamentos de agricultores e criou o Instituo Gaúcho de Reforma Agrária (IGRA) órgão executivo cuja finalidade era a centralização de todas as medidas para o setor. Além disso, sempre esteve atento para que as ações do MASTER não se desviassem para outros propósitos que não a aquisição de terra para fins de reforma agrária. Ordenou total assistência e proteção, por parte dos órgãos do governo, aos agricultores, como: médicos, dentistas, distribuição de sementes para o plantio, assistência social; com isso, ele assegurava a ordem nos acampamentos.

Não existiram invasões, por este e outros motivos é que até hoje o projeto de reforma agrária de Brizola é considerado o mais organizado e bem sucedido entre os implantados. Acrescenta-se, ainda, que Brizola entregou mais de 13 mil títulos de posse aos agricultores sem-terra.

Em 1962 elegeu-se deputado federal pelo antigo Estado da Guanabara, território do atual município do Rio de Janeiro, com uma votação recorde de 269 mil votos. Daí observa-se o seu prestígio.

Com a reforma agrária e urbana esperava-se beneficiar os setores mais pobres da sociedade, como os trabalhadores urbanos e rurais, perdendo os privilégios e vantagens as classes dominantes e oligárquicas. Com isso, desencadeou-se uma crise no país. A oposição militar veio à tona para impedir que tais reformas se consolidassem, impondo, portanto, uma manutenção da estrutura socioeconômica vigente, que atendia aos interesses das classes que dominavam o país naquela época, resultando no Golpe de 1964 que submeteu o Brasil a uma ditadura militar que durou até 1985.

Brizola tentou resistir ao regime militar e foi cassado, exilou-se no Uruguai retornando ao Brasil somente em 1979, com a Lei da Anistia. Fundou o Partido Democrático Trabalhista – PDT, pelo qual se elegeu governador do Rio de Janeiro por duas vezes. Permanecendo por muito tempo em nossa história como sendo o único caso em que um político consegue se eleger por dois estados distintos. Carisma era uma de suas qualidades e o povo reconhecia isso.

Sabe-se que montar uma nova estrutura fundiária que seja socialmente justa e economicamente viável é dos maiores desafios do Brasil e que a redistribuição de terras é normalmente um dos principais objetivos de qualquer programa de reforma agrária, por isto, vale lembrar o importantíssimo papel do modelo de reforma agrária de Leonel Brizola em nosso país, uma vez que ele compreendia perfeitamente a função social da terra. Brizola deixou a todos nós brasileiros uma lição de vida pública.


* FLÁVIO NOGUEIRA é Deputado Estadul,Secretário das Cidades e Presidente Regional do PDT-PI


FONTE: www.pdt.org

terça-feira, 23 de junho de 2009

Câmara homenageia Brizola e 30 anos da "Carta de Lisboa"

A Câmara dos Deputados realizou sessão solene, nesta segunda-feira (22), em homenagem ao ex-governador Leonel de Moura Brizola, por ocasião da passagem do quinto aniversário de sua morte, ocorrida em 21 de junho de 2004, e para marcar os 30 anos da edição da Carta de Lisboa – documento considerado a “certidão de nascimento” do PDT. O deputado Vieira da Cunha (PDT-RS), presidente nacional em exercício da sigla, e o deputado Brizola Neto (RJ). líder da bancada, foram os proponentes da solenidade. Conforme Vieira, o ex-governador dedicou a sua vida à construção de um partido para ser o instrumento de luta dos trabalhadores, dos pobres e oprimidos, para dar prioridade à educação e para lutar pela soberania nacional. “Não há homenagem maior que se possa fazer a ele do que ser fiel a essa causa”, discursou.

Vieira da Cunha iniciou seu pronunciamento lembrando que recebeu a notícia da morte de Brizola quando estava em viagem oficial à China, na condição de presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, integrando uma comitiva liderada pelo então governador Germano Rigotto. Ele recordou que, ao tomar conhecimento da triste informação, comunicou ao governador Rigotto que estava se desligando da delegação para voltar imediatamente ao Brasil, a fim de participar das cerimônias fúnebres. “Não teria chegado em tempo para o velório, não fosse a multidão que queria se despedir do governador Brizola no Rio de Janeiro, fato que postergou por um dia a chegada do corpo a Porto Alegre”, relembrou Vieira. O pedetista assinalou que o Rio Grande do Sul também parou para se despedir do líder trabalhista. Enormes filas se formaram com pessoas de todos os lugares que queriam dizer adeus ao ex-governador. “Ali, no salão nobre do Palácio Piratini, repousava para a eternidade o grande Leonel de Moura Brizola”, exaltou
“Certidão de Nascimento” do PDT


Citando a vereadora de Porto Alegre Juliana Brizola (PDT), neta do ex-governador, Vieira afirmou que “foi-se o mensageiro, mas ficou a mensagem”. Segundo o deputado, Brizola partiu, mas os seus ensinamentos ficaram para todos que sonham com um país mais justo, fraterno e igualitário. Ele salientou que na Carta de Lisboa, que completou no último dia 17 de junho 30 anos, Brizola, ainda no exílio, já declarava o seu firme propósito de construir um partido verdadeiramente nacional, popular e democrático. Já em 1978, o documento afirmava os princípios e desenhava o perfil ideológico da agremiação partidária que surgia para cumprir importante papel no cenário político nacional – hoje com 25 deputados federais, cinco Senadores, 342 Prefeitos, 3.459 Vereadores e mais de um milhão de filiados. “Brizola dedicou a sua vida à construção de um partido para ser o instrumento de conquista de dignidade para os trabalhadores, os pobres e oprimidos, para dar prioridade absoluta à educação e para lutar pela soberania nacional. Não há homenagem maior que se possa fazer a ele do que ser fiel a essa causa”, sustentou Vieira.

Co-autor do requerimento para a realização da sessão solene, o líder do PDT na Câmara, Brizola Neto (RJ), também enalteceu as virtudes de seu avô. “Mais do que o deputado, talvez seja o neto que vem dar um pouco do seu testemunho dos anos em que tive a oportunidade, mais do que oportunidade, o privilégio de conviver com esse brasileiro, que, cinco anos depois da sua morte, é um exemplo a ser seguido por todos nós”. Conforme Brizola Neto, o ex-governador era um avô generoso, com o coração sempre aberto para acolher a sua família. “Mas era também um chefe duro e rigoroso. Um chefe que, acima de tudo, dava o seu exemplo”, declarou o líder do PDT, lembrando do tempo em que trabalhou na administração Brizola no RJ e quando chegava após as 7h30, o então governador já havia realizado muitas tarefas e o recebia dando “boa tarde”. Segundo Brizola Neto, seu avô dedicou-se à causa do povo brasileiro durante praticamente todos os dias da sua vida. “Desde a hora em que acordava até a hora em que ia dormir pensava em como melhorar este país, em como garantir melhorias para o nosso povo”, afirmou.


Saudade que reverencia a história e constrói o futuro

O ministro do Trabalho e Emprego e presidente nacional licenciado do PDT, Carlos Lupi, disse que a solenidade era um momento difícil para ele por se tratar de um evento marcado pela saudade, mas que serve também para reverenciar a história. “E só tem saudade quem amou profundamente. Como nós amamos profundamente Leonel Brizola, temos muita saudade dele. A saudade, que é um sentimento forte que fica no coração da gente, alimenta a história que constrói o futuro”, declarou. De acordo com Lupi, Brizola não suportava olhar para traz, era um homem de vanguarda. Para o ministro, a vida de Brizola se identifica com a de milhões de brasileiros que querem justiça social, direito à dignidade, lutam para acabar com a miséria, com a fome, que não suportam mais ver tanta riqueza acumulada num país continental e com tanta pobreza. “Aos 82 anos de idade, parecia um guri, andando pelo Brasil, questionando a tudo e a todos, não se submetendo jamais aos poderosos. Esse era o Brizola, questionador, corajoso, ousado. Não temia nada nem ninguém. É esse o exemplo que temos que seguir, fazendo dele uma inspiração”, exortou Lupi.

Além de Vieira, Lupi e Brizola Neto, falaram durante a sessão solene o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), os deputados Darcísio Perondi (PMDB-RS), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Flávio Dino (PCdoB-MA) e Sebastião Bala Rocha (PDT-AP), e o jornalista José Maria Rabelo, signatário da Carta de Lisboa. Compareceram à solenidade o secretário-geral nacional do PDT, Manoel Dias, o ex-deputado João Vicente Goulart – filho do ex-presidente João Goulart –, o deputado estadual de Minas Gerais Sebastião Helvécio (PDT), e o ex-deputado federal e ex-líder do Governo Jango na Câmara Ney Ortiz Borges. O plenário da Casa foi tomado por centenas de militantes da Juventude Socialista do PDT, bem como por integrantes e dirigentes do partido.

O ministro Carlos Lupi informou que o presidente Luís Inácio Lula da Silva assinou ato outorgando a Leonel Brizola a Comenda Post Mortem da Ordem do Mérito do Trabalho Getúlio Vargas, a maior honraria do Ministério do Trabalho e Emprego.



Fonte: www.pdt.org.br

sexta-feira, 19 de junho de 2009

5 anos sem Brizola


O 5º aniversário da morte de Brizola, neste domingo (21/6), será lembrado em diversos pontos do Brasil. Em São Borja, berço do Trabalhismo, terra de Getúlio Vargas e João Goulart, onde Brizola descansa no cemitério Jardim da Paz, a Juventude do PDT/RS, presidida por Juliana Brizola, promove encontro dias 20 e 21 na Câmara Municipal para discutir os rumos do partido cinco anos depois da morte de Brizola.

A programação do encontro estadual da JS-PDT inclui vigília no cemitério de São Borja, domingo, para depositar flores no túmulo de Brizola, de sua mulher Neusa e do presidente João Goulart. Também são esperados em São Borja para homenagem a Brizola dirigentes nacionais e estaduais do PDT, entre eles Vieira da Cunha, Carlos Lupi, Manoel Dias, Romildo Bolzan, Matheus Schmidt e outros. As celebrações prosseguem na segunda-feira, dia 22, em Brasília e também nos estados.

Em Brasília, a partir das 10 da manhã na segunda, haverá sessão solene no plenário da Câmara pelos 30 anos da Carta de Lisboa e pela morte de Brizola. À tarde, às 14 horas, se reúne na sede nacional do PDT, atrás do anexo do Itamaraty, o Diretório Nacional do partido. A pauta prevê discussões sobre a reforma política e, também, assuntos gerais.

Ainda na 2ª. Feira, às 11 horas da manhã, o PDT do Rio de Janeiro celebra missa pelo 5º aniversário da morte de Brizola na Igreja de São Benedito dos Homens Pretos, na rua Uruguaiana, esquina com rua do Rosário, no Centro.


fonte: www.pdt.org.br

domingo, 7 de junho de 2009

Pedetistas vêm à Xanxerê


No último dia 2 estiveram em Xanxerê a Secretária de Assistência Social, Trabalho e Habitação do Estado de Santa Catarina, Dalva de Lucca Dias, e Rodrigo Minotto, representante do SINE/SC, além de demais lideranças pedetistas. Na ocasião, foram assinados os convênio com sete prefeituras da região da AMAI, com a finalidade de repassar recursos para a construção de postos do CRAS (Centros de Referência da Assistência Social) e mnutenção dos postos do SINE.
Com a participação de lideranças pedetistas municipais e regionais, Dalva Dias, membro da direção estadual do partido, lembrou como conseguiu estruturar uma secretaria abandonada e sem recursos,principalmente através de convênios firmados com o Ministério do Trabalho e Emprego cujo ministro, Carlos Lupi, é presidente nacional do PDT. Entretando, Dalva deixou bem claro que o fato de serem do mesmo partido não tornou as coisas mais fáceis para a secretária, que teve que lutar muito para reerguer uma secretaria que, segundo ela, era muito mais uma secretaria de governo que uma secretaria de Estado.
Após a assinatura dos convênios, Dalva, Minotto e os demais membros da comitiva estiveram na residência do vice-presidente regional do PDT, Deoclides Boschatto.

domingo, 24 de maio de 2009

Jornal Maio - Parte I

Essa semana foi importante para a JS/PDT de Xanxerê. Publicamos, na quarta-feira, o primeiro número do nosso jornal informativo. Como já havíamos combinado em reunião anterior à publicação, postaremos aqui todos os textos que foram publicados no jornal.



A JS/PDT

A Juventude Socialista do Partido Democrático Trabalhista, PDT, de Xanxerê, surge devido à falta de formação política em nosso município, onde grande parte dos jovens não tem interesse e sequer participa do processo político, desinteresse este que, na maioria das vezes, é devido a diversos pré-conceitos criados e instituídos pelo sistema vigente.

A JS/PDT no Brasil está vinculada à Juventude Socialista Internacional, organização presente em grande parte dos países do mundo, e tem como objetivo principal a mudança social através dos ideais socialistas de Karl Marx e Friedrich Engels, assim como pelas mudanças influenciadas pela Revolução Russa e pela Revolução Cubana de, principalmente por meio das ideias de Lênin e Che Guevara.

Em Xanxerê, a JS/PDT objetiva a luta ao lado de todos os xanxerenses em busca de melhorias na qualidade de vida de todos os cidadãos, discutindo, criticando e buscando soluções para as atitudes dos poderes executivo e legislativo e demais entidades do poder público, através de debates com toda a sociedade civil.

Desta forma, seguindo o ideário socialista, buscamos a transformação da sociedade, tentando alternativas ao sistema capitalista extremamente individualista e excludente.


Dionis Toigo


terça-feira, 12 de maio de 2009

O Início


Um belo dia para estrear. Um dia 12. E de maio, tão significativo para a juventude...

Sem mais delongas, vamos ao que interessa.

Há um mês, exatamente, foi criada em Xanxerê a seção jovem do Partido Democrático Trabalhista, a JS/PDT. Crescemos cercados de exemplos de como o capitalismo maltrata as pessoas, em especial as que estão às margens do sistema (Xanxerê é uma cidade pequena, mas com bairros pobres e escondidos, bem longe dos olhos da burguesia que instalou-se no centro da cidade e que domina a Campina desde o seu nascimento). Mas chegou um momento em que não dava mais para fechar os olhos. As desigualdades que nos cercam tornam-se gritantes e não conseguimos mais fazer de conta que o menino de rua não está ali. Buscávamos alternativas, meios de mudar esta realidade. E ela apresentou-se a nós através de uma sigla: “JS”. Mas mais do que isso, com toda a tradição de lutas da sigla que complementa a primeira: “PDT”.

A possibilidade de mudar a realidade de nosso município falou mais alto do que a inexperiência de muitos de nós no assunto política e nos fez perceber a importância da formação política para a juventude. Somos jovens, sim, mas também sabemos muito bem o que queremos, e é através da política que conseguiremos.


Quanto ao maio que citei no início, devo explicar. Há exatos 41 anos, jovens estudantes franceses rebelaram-se por um motivo hoje banal: a proibição da universidade de que os rapazes frequentassem os alojamentos das moças e a banalização da educação. Foi o estopim para um dos mais fantásticos movimentos do século XX onde, por um mês, estudantes movidos inicialmente por um motivo banal, conseguiram simplesmente parar a França em uma greve sem precedentes, unindo estudantes e trabalhadores no mesmo movimento.

Unindo educação e trabalhismo, Brizola fez praticamente o mesmo: Garantir aos jovens educação pública de qualidade e garantir ao trabalhador seus direitos, parar ser bem sucinta.


E hoje, neste dia 12 de maio, damos início a uma caminhada, buscando através da educação, da formação política e dos ideais socialistas da Juventude Socialista e do Partido Democrático Trabalhista a transformação da sociedade que tanto ansiamos.

Brizola Vive!